Simplicidade voluntária: devaneio, possibilidade ou necessidade?

Mas, afinal, de quanto (ou do quê) precisa um homem para ser feliz? Liev Tolstoi, grande expoente da literatura realista, crítico social e moral russo, certa vez escreveu a respeito deste tema, recriando uma narrativa dramática sobre um camponês fictício, chamado Pakhóm. No livro “De quanta terra precisa o homem?”, em determinado momento, o protagonista… Ler mais

O que de fato é o amor – e quais são suas implicações morais, psicológicas, eróticas e políticas

    O amor: “Esse desejo de fusão interpessoal é o impulso mais poderoso que há no homem. É a paixão mais fundamental, é a força que mantém junta a espécie humana, o clã, a família, a sociedade. Não conseguir realizá-la significa loucura ou destruição – autodestruição ou destruição dos outros” (FROMM, 2000, p.23)  … Ler mais

A deformação do amor erótico na contemporaneidade

– A verdade é que nós não queremos namorar. Ninguém aqui quer. – Ok, mas você sempre está com alguém. – Isso é verdade. – Mas não é muito melhor progredir na relação com alguém? Na conversa, no sexo? – Não necessariamente. E, também, pode até ser que a próxima mulher seja pior que a… Ler mais

Sobre William Waack, a conversa sobre futebol e a incapacidade dos homens de amar

Como pode ser explicado que um jornalista, pesquisador, autor de livros, com experiência internacional, possa exprimir o racismo num nível de elaboração de um senhor de engenho do século XVIII? Uma conversa entre homens que revela a estrutura frágil do mundo masculino. Nem a rara oportunidade educacional de ter sido aluno da conhecida experiência alternativa… Ler mais

Karoshi – morte por excesso de trabalho

“Não são cadáveres! São trabalhadores dormindo nas ruas de Tóquio depois de um longo dia de trabalho” É com essa frase e com imagens de homens deitados no chão das ruas e estações de metro de Tóquio que a cineasta e documentarista Allegra Pacheco nos fala sobre o fenômeno do KAROSHI – morte por excesso… Ler mais

Utopias – como é uma sociedade feminista

  A escritora premiada e roteirista de jogos Naomi Alderaan escreveu para a coluna de UTOPIAS do jornal The Guardian sobre um mundo onde meninas e meninos, filhos de pais separados, não cresceram com um pai, que os visitava raramente, enquanto contavam com a presença constante da mãe. E isso pode mudar tudo!

Nunca me sonharam: um conto-de-fadas sobre a educação

Semana passada tive a oportunidade de participar de um cinedebate organizado pelo coletivo de educadores A voz rouca, da cidade de São Paulo, no qual conversamos sobre o filme Nunca me sonharam, focado na realidade dos jovens de ensino médio, dirigido por Cacau Rhoden e patrocinado pelo Instituto Unibanco. A professora da UNINOVE Regina Magalhães[1],… Ler mais

Utopias – como fazer a meritocracia ser algo real

  A doutora em política Frances Ryan, colunista do jornal The Guardian, acredita que no mundo de hoje já está claro que a meritocracia é um mito. Mas ela entende que essa clareza escancarada pelos fatos, não anda de mãos dadas com a percepção que as pessoas têm sobre o tema. A idéia de que algumas… Ler mais

Entre museus e outras mídias: O Brasil que (imagina que) luta pelas crianças

Queria tratar da polêmica da exposição do MAM “acusada de pedófila” e de “ferir o ECA” (Estatuto da Criança e do Adolescente) por ela ter sido super compartilhada nas redes sociais. Acompanhando os grupos conservadores há algum tempo, sei que a bandeira que eles erguem contra a “sexualização precoce das crianças” é antiga, e que… Ler mais